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UMA INTERPRETAÇÃO CRÍTICA: DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER RESUMO: A opressão sofrida pela mulher é notícia histórica, seja através da dominação econômica, familiar, religiosa, jurídica ou moral. Ainda hoje, algumas mulheres aceitam a violência doméstica como natural, fruto da sociedade machista em que vivemos.
A menina é educada desde cedo para desenvolver um papel diferente do homem na sociedade. Aprende que por ser mulher não poderá fazer tudo o que o homem faz. A desigualdade a leva a ser tratada como um objeto, como se seus pais ou responsáveis fossem os seus donos. Orientada por se achar “incompleta” sem um homem ao lado, a mulher sente-se fadada ao casamento.
Na adolescência, a menina incorpora os valores machistas da sociedade. Nessa fase, exigem dela valores e condutas adequadas a esses padrões, em que a mulher é vista como inferior ao homem. Daí, a adolescente passa por momentos de conflitos e reflexões na iminência de se reprimir para ser aceita no grupo social.
A dificuldade de encontrar sua identidade, onde os apelos não correspondem com a sua realidade de mulher, é muito grande. Como romper com a condição de submissão e inferioridade é uma resposta que muitas vezes não encontra.
Na fase adulta, culminando todo esse processo, a violência sofrida pela mulher vai desde as agressões físicas, sexuais, psicológicas e também de outras mais sutis, não obstante eficientes, como controle da estética feminina pela ótica masculina, a desvalorização no mercado de trabalho, a dificuldade de ascender a postos de comando, a dupla jornada de trabalho e tantas outras...
AUTORA: Araci Carmem Costa, mestranda em Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual der Ponta Grossa - Paraná.
Artigo No.: 17
Data da publicação: 25/03/02 09:43:00
Data de expiração:
Escrito por: Araci Carmem Costa
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